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MIDR / UnB

Tratamento e Preservação dos Documentos Digitais

Acessar sistema
Representação visual da preservação digital de documentos
Painel de acompanhamento do Projeto MIDR / UnB

Preservar a memória digital é preservar o Estado.

Painel institucional para acompanhar a execução do projeto que vai tratar, preservar e dar acesso a mais de 260 mil processos acumulados no SEI do MIDR.

Esta plataforma governa a execução do projeto. Os documentos seguem no SEI e serão geridos pelo Archivematica e AtoM.

0

processos no SEI

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meses de execução

0

metas estruturantes

0

fases sequenciais

Contexto

O desafio dos documentos digitais do MIDR

O MIDR acumula uma massa documental significativa em ambiente digital, sobretudo no SEI. Sem um plano integrado de gestão, preservação e acesso, esse patrimônio fica vulnerável.

Massa documental no SEI

Volume crescente de documentos digitais sem tratamento arquivístico sistemático.

Preservação digital ausente

Risco de perda de autenticidade, integridade e acesso de longo prazo.

Metadados não estruturados

Sem padrão alinhado ao e-ARQ Brasil, OAIS, LAI e LGPD.

Acesso e descrição limitados

Falta de plataforma institucional de descrição e acesso público aos acervos.

Diagnóstico

Por que tratar agora a massa documental do SEI

O acervo digital do MIDR cresce continuamente sem classificação, avaliação e destinação adequadas. Sem tratamento arquivístico, esses documentos não podem ser recuperados com segurança jurídica nem destinados conforme a Tabela de Temporalidade — comprometendo a transparência ativa, a memória institucional e a conformidade com a LAI e a LGPD.

~0

processos acumulados no SEI

Massa documental sem classificação CCD/TTDD aplicada de forma sistemática.

0

níveis de acesso a preservar

Público, restrito e sigiloso — hoje sem fluxo estruturado de revisão e reclassificação.

0

marcos legais críticos

CF/88, Lei de Arquivos, LAI, LGPD e Código Penal — com previsão de responsabilização administrativa, civil e penal.

0

meses para estruturar a solução

Janela definida no Plano de Trabalho para implantação completa do ecossistema.

Sem classificação, não há recuperação confiável

Documentos sem aplicação do Código de Classificação de Documentos (CCD) e da Tabela de Temporalidade e Destinação (TTDD) não podem ser avaliados, destinados nem recuperados com presunção de autenticidade — ficam expostos a perda, retenção indevida e descarte não autorizado.

Sem indexação arquivística, não há acesso

A ausência de metadados mínimos de recuperação (e-ARQ Brasil, ISAD(G)) impede a descrição, a busca qualificada e a disponibilização ao cidadão e aos pesquisadores — enfraquecendo a transparência ativa e a memória institucional.

Conformidade com a LAI exige fluxo de reclassificação

A Lei de Acesso à Informação determina revisão periódica do sigilo. Hoje, o MIDR não dispõe de metadados de segurança estruturados (base legal, prazo, fundamento) que permitam reclassificação em lote ou auditoria de restrições.

LGPD impõe pseudonimização de dados pessoais

Para publicar processos na transparência ativa sem expor dados pessoais, é necessário aplicar pseudonimização e mascaramento (tarjas) — operação inviável de ser executada manualmente sobre 260 mil processos sem o ferramental e os metadados adequados.

Por que isso importa

Um acervo de 10 anos de história institucional esperando para gerar valor — e uma obrigação legal que não pode mais esperar.

Desde 2015, o MIDR produziu um patrimônio documental valioso no SEI. Tratá-lo não é apenas cumprir a lei: é devolver memória, agilidade e inteligência à instituição, aos servidores e à sociedade.

Inteligência institucional

Acesso ao acervo = decisões melhores, menos retrabalho.

Saber o que já foi feito, por quem, quando e com quais resultados é a base para qualquer política pública eficaz. Sem acesso ao histórico, cada novo gestor recomeça do zero.

Problema

Mais de 111 mil processos produzidos desde 2015 estão em um limbo digital: ninguém consegue recuperar, destinar ou reaproveitar essa informação com segurança.

Impacto

Servidores refazem análises já feitas, decisões são tomadas sem memória de ações passadas, a sociedade não acessa o que é seu por direito e o MIDR perde inteligência institucional a cada dia.

Como poderia ser

Um acervo organizado, pesquisável e classificado — onde qualquer servidor recupera em segundos o histórico de uma ação, evita retrabalho e fundamenta decisões em evidências reais.

O que o projeto entrega

Diagnóstico, classificação, plataforma de busca inteligente e governança documental sustentável — transformando passivo em ativo estratégico para gestão, transparência e cidadania.

Pioneirismo no Executivo Federal

O MIDR é o primeiro órgão do Executivo a enfrentar de forma estruturada o passivo documental do SEI.

Ao executar este projeto, o Ministério estabelece referência metodológica, técnica e jurídica para toda a Administração Pública Federal — posicionando-se como protagonista em governança documental digital e gerando uma solução replicável para os demais ministérios.

Base normativa

E mais: não é boa prática — é obrigação legal com responsabilização pessoal.

Além do valor estratégico, o MIDR está sujeito a um conjunto de obrigações legais que tornam a gestão de documentos um dever institucional indelegável — com previsão expressa de responsabilização administrativa, civil e até penal de agentes públicos pela perda, extravio ou deterioração de documentos.

Constituição Federal
Art. 216, § 2º — CF/1988

Dever da administração pública de gerir a documentação governamental e franquear seu acesso a quem dela necessitar.

Lei de Arquivos
Lei nº 8.159/1991 — Art. 4º

Documentos de arquivo como instrumento de apoio à administração, à cultura e à pesquisa, e como elemento de prova. Garante a todos o direito de receber informações públicas arquivadas.

Acesso à informação
LAI — Lei nº 12.527/2011

Mecanismos concretos de acesso à informação, transparência ativa e governança aberta — exigindo metadados, classificação e fluxo de revisão de sigilo.

Proteção de dados
LGPD — Lei nº 13.709/2018

Tratamento adequado de dados pessoais em documentos públicos, exigindo pseudonimização, base legal e controle de finalidade.

Responsabilização pessoal
Lei nº 8.159/1991, Art. 25  •  Código Penal (DL nº 2.848/1940), Art. 314

Agentes públicos podem ser responsabilizados nas esferas administrativa, civil e penal pela perda, extravio ou deterioração de documentos públicos. O Art. 314 do Código Penal prevê reclusão de 1 a 4 anos para quem extraviar, sonegar ou inutilizar livro oficial ou documento sob sua guarda em razão do cargo.

Quem ganha quando o acervo é destravado

Três beneficiários diretos, um único movimento.

Servidores e colaboradores

Encontram em segundos o que hoje leva dias. Evitam retrabalho, recuperam memória de projetos e tomam decisões mais bem fundamentadas.

MIDR como instituição

Ganha continuidade administrativa, reduz risco jurídico, cumpre obrigações legais e se posiciona como referência de governança no Executivo.

Sociedade

Acessa um acervo público de 10 anos de políticas, ações e decisões — fortalecendo transparência, controle social e direito à informação.

A consequência de não agir

Cada mês sem tratamento aumenta o passivo, eleva o risco jurídico de exposição indevida de dados e dificulta o cumprimento de demandas de acesso, auditoria e prestação de contas.

Como o projeto resolve

Como o projeto está organizado

7 metas em execução, 1 meta condicionada

A Meta 3 — tratamento direto da massa documental no SEI — depende do módulo de arquivamento/gestão de documentos do SEI, que ainda não existe nativamente. Por isso, é tratada como condicionada.

As demais 7 metas são estruturantes e seguem o cronograma de execução normalmente, preparando o ambiente, a metodologia e a equipe. Caso o módulo seja disponibilizado durante o projeto, a Meta 3 é ativada e executada com o ferramental já consolidado.

Execução das fases estruturantes em curso
Metodologia, modelos e infraestrutura sendo entregues
Equipe MIDR capacitada ao longo do projeto
Meta 3 monitorada e pronta para ativação

Condicionada

Etapa de tratamento no SEI

Aguarda o módulo de arquivamento/gestão de documentos do SEI.

Executável agora

7 das 8 metas do projeto

  • Governança e planejamento
  • Mapeamento de metadados e pré-SIP
  • Archivematica + AtoM
  • Barramento técnico e piloto
  • Capacitação institucional
Como o projeto entrega valor

Tratar documentos é metade do desafio. A outra metade é preparar o ecossistema.

Aplicar CCD, TTDD e metadados nos 260 mil processos é apenas uma das frentes. Sem um ecossistema institucional pronto para receber, custodiar e dar acesso aos documentos tratados, o esforço de tratamento não se converte em valor público: os arquivos ficam órfãos, sem trilha de auditoria, sem preservação de longo prazo e sem mecanismo seguro de publicação.

Frente visível

Tratamento documental

Classificação CCD, avaliação TTDD, descrição arquivística, aplicação de metadados, pseudonimização para LGPD e revisão de sigilo para LAI.

Esforço relativo≈ 50 %
FocoConteúdo

Frente estrutural — frequentemente subestimada

Ecossistema de preservação

Infraestrutura, integrações com o SEI, Archivematica, AtoM, governança, políticas, metadados, segurança, normas e capacitação — o ambiente que sustenta o tratamento e garante valor de longo prazo.

Esforço relativo≈ 50 %
FocoCapacidade institucional

O que precisa estar pronto antes (e durante) o tratamento

Cada bloco abaixo é uma capacidade institucional que o projeto entrega em paralelo ao tratamento. Sem eles, o tratamento não tem onde aterrissar.

Integração técnica com o SEI

Acesso, leitura e movimentação dos processos no ambiente do SEI — sem comprometer a operação corrente.

Archivematica + AtoM operacionais

Repositório de preservação digital e plataforma de descrição/acesso instalados, parametrizados e auditáveis.

Barramento e fluxo SIP/AIP/DIP

Pipeline OAIS para empacotar, custodiar e disseminar documentos com integridade e proveniência.

Governança, segurança e LGPD

Políticas, papéis, controles de acesso, registro de logs e pseudonimização aplicáveis em escala.

Metadados e padrões

e-ARQ Brasil, OAIS, ISAD(G), MoReq-Jus — esquemas mapeados, validados e operacionalizados.

Equipe MIDR capacitada

Servidores aptos a operar, manter e evoluir o ambiente após a entrega — autonomia institucional.

Prova de valor antes de escalar

Tirar o legado do limbo digital — começando pela Diretoria Administrativa.

Hoje, todo o legado gerado no SEI está em um limbo documental: ninguém consegue recuperar com segurança, destinar conforme a tabela de temporalidade, nem garantir preservação de longo prazo. O conhecimento institucional existe, mas está inacessível — e cada dia parado aumenta o risco jurídico, operacional e de memória do MIDR.

A proposta é destravar esse acervo com um piloto de prova de valor na Diretoria Administrativa (DA), validando método, ferramentas e governança em escala controlada. Em poucos meses, a diretoria passa a ter evidência concreta — processos recuperáveis, destinados e preservados — antes de qualquer investimento de escala.

Nota estratégica: dada a sensibilidade do acesso de pesquisadores aos ambientes SEI de unidades ativas — mesmo com termo de sigilo assinado e responsabilização por uso indevido — uma alternativa em avaliação é concentrar o esforço em unidades desativadas e legado, preservando a operação corrente.

Universo elegível ao TED

clique para detalhar
Total elegível111.490

Apenas a unidade de Protocolo responde por 56.227 processos — cerca de 50% do total, o que indica forte concentração e ganho de escala já no piloto.

Acesso e intervenção no SEI

Validação dos pontos de integração, permissões e impacto operacional — sem afetar a rotina das unidades.

Pilotos de classificação e reclassificação

Testes em amostras representativas para calibrar critérios CCD/TTDD e fluxo de revisão de sigilo (LAI).

Provas de carga e desempenho

Medição de tempo, volume e qualidade — base objetiva para dimensionar a ampliação do escopo.

Lições aprendidas e ajustes

Retroalimentação contínua do método antes da operação em massa — escala com previsibilidade.

Tese executiva do projeto

O entregável central não é um lote de documentos tratados — é um ecossistema institucional capaz de tratar, preservar e dar acesso a qualquer volume documental do MIDR, hoje e nos próximos anos. Quando o módulo do SEI estiver disponível, o MIDR já terá método, ferramentas e equipe para escalar com segurança.

Estrutura do projeto

5 fases para 25 meses de execução

Cada fase é independente o suficiente para gerar valor isoladamente e integrada o bastante para construir o ambiente completo de preservação digital. Clique em qualquer fase para ver objetivos, atividades, atores, entregas e riscos em detalhe.

Cards interativos — baseados no Plano de Trabalho MIDR/UnB

Fluxo arquivístico

Do SEI à transparência ativa

Quatro componentes integrados garantem extração, preservação, descrição e acesso aos documentos digitais. Clique em cada etapa para entender o que acontece.

Etapa selecionada

SEIOrigem dos documentos

Sistema Eletrônico de Informações do MIDR. Origem da massa documental acumulada (~260 mil processos) e fonte dos metadados arquivísticos a serem extraídos.

Saída desta etapa

Banco de dados + objetos digitais

Cenários

Dois caminhos. Um projeto seguro.

Independentemente da disponibilidade do módulo do SEI, o MIDR sai mais maduro ao final do projeto.

Simulador de cenário

Como o projeto se comporta em cada cenário

Cenário atual

Sem módulo de arquivamento do SEI

7 metas avançam — Meta 3 fica condicionada

Meta 1

Definição de metadados arquivísticos

Executável

Meta 2

Estudo do Módulo de Gestão do SEI

Executável

Meta 3

Tratamento de ~260 mil processos no SEI

Condicionada

Meta 4

Barramento de extração e pré-SIP

Executável

Meta 5

Archivematica como RDC-Arq

Executável

Meta 6

AtoM como plataforma de acesso

Executável

Meta 7

Piloto de descrição arquivística

Parcial

Meta 8

Capacitação dos servidores

Executável
Cenário ideal

Cenário A — Módulo SEI disponível

O módulo de arquivamento/gestão de documentos do SEI é disponibilizado durante o projeto.

  • Ativa a Meta 3 (tratamento da massa documental)
  • Equipe operacional contratada pela UnB
  • Aplicação de CCD e TTDD
  • Resultados diretos sobre a massa acumulada
  • Projeto entrega execução completa
Cenário garantido

Cenário B — Módulo SEI indisponível

O módulo não é disponibilizado durante o projeto. Mesmo assim, o MIDR recebe valor estruturante.

  • Meta 3 permanece condicionada (sem contratação operacional)
  • Entrega: metodologia, fluxos e modelos
  • Entrega: barramento técnico, Archivematica, AtoM
  • Capacitação completa da equipe MIDR
  • MIDR pronto para executar o tratamento depois

Maturidade institucional

Onde o MIDR estará após o projeto

Ganho mensurável em 7 dimensões críticas de maturidade arquivística e tecnológica.

Ver radar completo
Gestão de documentos digital25% → 75%
Preservação digital10% → 85%
Descrição arquivística20% → 70%
Transparência ativa35% → 80%
Governança de metadados15% → 80%
Integração tecnológica20% → 75%
Conformidade normativa30% → 85%

Valor entregue

O que o MIDR recebe ao final do projeto

Ambiente de preservação

Archivematica instalado, configurado e operando.

Plataforma de acesso

AtoM customizado para descrição e acesso público.

Barramento técnico

Protótipo de extração e geração de pré-SIP do SEI.

Perfil de metadados

Modelo aderente a e-ARQ, OAIS, LAI e LGPD.

Equipe capacitada

Servidores treinados em todos os componentes.

Maturidade institucional

Salto em governança, preservação e transparência.

Riscos sob controle

Cada risco tem mitigação prevista

O projeto mapeia os principais riscos institucionais e técnicos, com responsáveis e estratégia de mitigação para cada um.

Ver matriz de riscos

Indisponibilidade do SEI

Criticidade Alta

Atraso de infraestrutura

Criticidade Alta

Acesso a APIs do SEI

Criticidade Alta

Equipe de TI dedicada

Criticidade Alta

Validação de metadados

Criticidade Média

Institucionalização

Criticidade Média

Acompanhe a execução do projeto em tempo real

O painel executivo reúne fases, metas, cronograma, cenários, riscos e entregas — atualizado conforme o projeto avança ao longo dos 25 meses de execução.

Projeto MIDR / UnB · Sistema institucional

Gestão • Preservação • Acesso aos Documentos Digitais